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O Franchising em Portugal continua dinâmico em 2012

22-05-2013

•42 novas marcas em 2012
•558 marcas a operar em Portugal
•4.950 milhões de euros de volume de negócios em 2012 (3% do PIB)
•64.000 postos de trabalho (1,4% do emprego em Portugal) através das unidades de Franchising
•mais de 62% das marcas presentes no nosso mercado são made in Portugal
•Reforço dos conceitos de baixo investimento
•Maior internacionalização das marcas nacionais

Instituto de Informação em Franchising (IIF), a única entidade que analisa a evolução do Franchising em Portugal, acaba de lançar os resultados da 18ª edição do Censo do Franchising. De acordo com o estudo elaborado com base nos dados referentes a 2012, surgiram 42 novas marcas que optaram por este formato de negócio, apesar de se ter verificado um abrandamento no número de redes de Franchising e no número de unidades a operar no mercado nacional.

Com um total de 558 marcas, que representam um total de 11.018 unidades, o Franchising foi responsável por um volume de negócio de 4.950 milhões de Euros, ou seja 3% do PIB nacional de 2012. Por outro lado, este setor contribuiu com mais de 64.000 postos de trabalho, demostrando desta forma a importância do Franchising na economia nacional.

Segundo Carlos Santos, diretor institucional do IIF “o Franchising não é imune ao clima económico, no entanto têm uma dinâmica própria, que permite explorar as oportunidades de negócio que surgem mesmo em momentos de crise. É esta dinâmica que explica o surgimento de novos conceitos num ano complicado como foi o de 2012”.

Outra conclusão deste estudo é o crescimento da tendência para negócios low cost, em que 67% das marcas implicam investimentos até 50.000. Dentro destas, 41% referem-se a negócios com investimento até 25.000.

De acordo com Carlos Santos, “cada vez mais as redes têm procurado ajustar os seus conceitos ao mercado e à conjuntura, criando novas modalidades de baixo investimento. Por outro lado, estão a crescer os negócios orientados para o autoemprego. Esta é uma solução inteligente que permite contornar a dificuldade de acesso ao crédito, permitindo a expansão das redes.”
Este estudo demonstra também que os empresários nacionais continuam a acreditar no modelo de negócio, uma vez que 62% do total das marcas a operar em Portugal são portuguesas. Por outro lado, das 42 novas marcas, 76% nasceram no nosso país.

O setor dos Serviços foi o que mais se destacou em 2012, seguido do Comércio e por fim a Restauração. “As oportunidades que oferecem e o facto de na maioria dos casos implicarem um menor investimento, justificam este domínio dos negócios de Franchising na área dos Serviços”, conclui Carlos Santos.

O Censo revela ainda a tendência crescente da expansão Internacional das marcas nacionais. Em 2012 existiam cerca de 910 unidades no exterior, um crescimento de 17,3% face a 2011.